Escolhas Financeiras – com Crise e sem Crise

Olha se a mudança é a única certeza, ela nunca esteve tão certa como agora. Caramba, estamos vivendo história, alguns padrões se repetem mas em matéria de novidade fomos sorteados. E aí surgem as crises que eu classifico como empurrões forçados da mudança. Independente disso tem uma coisa que não muda: somos escravos de fazer escolhas!

A escolha fácil: Dicas

Já temos uma boa tendência a gostar que outros façam as escolhas difíceis pra gente (pra não mencionar todas) pra não ter a culpa caso dê errado. Em momentos incertos como agora mais ainda porque vem acompanhado de um pavor geral. Portanto seguir a maioria além de uma defesa instintiva, passa a servir de consolo para nossas escolhas. A audiência das dicas aumenta demais.

  • Dica com Dinheiro: Receita – Despesa = Investimento
    • Ganhe bem (cada vez mais), gaste menos do que ganha e invista o resto
  • Dica pra não gastar com médicos: se alimente bem, não passe stress e faça exercícios regulares

São coisas bem distintas:

  • Dicas são genéricas, impessoais, não consideram sua circunstância e a probabilidade de dar certo na prática é muito baixa
  • Algo que funcione dá trabalho, exige conhecimento da situação e das pessoas, leva seu tempo mas é certeiro no resultado.

Melhor escolha: Riqueza é uma forma de Pensar

Uma vez um professor me provocou: “Se você distribuir igualmente o dinheiro do mundo, depois de 1 ano teríamos novamente ricos e pobres e o dinheiro estaria de volta aos ricos iniciais.”

Na prática eu sempre ajudo e acho que as pessoas podem aprender a fazer escolhas melhores com seu dinheiro. Mas a provocação dele está certa na medida que essa evolução é pequena, em relação ao número de pessoas que muda versus o que continua na mesma, e demora muito.

Mudar a forma de se relacionar com dinheiro é mudar a forma de viver. Pra isso precisa se conhecer e ter resiliência porque afinal de contas o mundo é dos fatos, os boletos não esperam e não dá pra viver sem contas pra pagar. E um caminho que alia esse conhecimento lúdico com prática é o Planejamento.

Mas não esse que você acha que conhece ou que o mercado brasileiro apresenta. Não vamos ser ingênuos e nem sabichões leitores de bola de cristal. No começo deste ano o otimismo no mercado financeiro era generalizado apesar de um olhar mais equilibrado mostrar que alguma correção teria que acontecer, independente da pandemia. Planejar não é seguir dicas nem tentar prever o futuro.

Estabilidade Financeira > Inteligência Financeira > Responsabilidade Financeira > Liberdade Financeira

Estabilidade financeira eu posso resumir como a “Corrida dos Ratos”. Se ganha mil, gasta mil. Se ganha 5 mil, gasta 5 mil. Nunca é suficiente e é embutido na nossa cabeça que ganhar mais é sempre a solução.

Inteligência financeira é entender e aprender que nossa relação com dinheiro é muito emocional e algo que precisamos desenvolver sempre. Não tem a ver só com saber investir, tem a ver com saber gastar, saber direcionar e saber se essa relação está de acordo com sua vida, se está te trazendo paz e alegria.

E tem muito apelo para a tal Liberdade Financeira. Sempre tem live, curso, dicas, etc com essa chamada e cada um indicando sua fórmula para alcançá-la. Regras básicas:

  • Sem esforço e saber fazer escolhas você não atinge nada
  • Não existe tamanho único, ou seja, dicas e fórmulas não servirão para a maioria

Responsabilidade Financeira é saber encontrar o que funciona para você e saber trabalhar sua relação com o dinheiro. Não adianta nada chegar na tal liberdade e não saber o que fazer com ela ou ser curta demais.

Escolha Planejamento!

Na história das grandes crises da humanidade sempre podemos aprender algo e tirar conclusões. Fácil né, já aconteceu. Tem três escolhas que sempre surgiram em crises: medo, impaciência e ganância. Para quem gosta desse assunto eu aconselho o livro “Crash – Uma breve história da Economia” do Alexandre Versignassi.

Escolhas acontecem no presente. São influenciadas pela herança do passado e desejo do futuro. O problema é se situar. Como você vai avaliar suas escolhas daqui 1 ano? O resultado pode ser remorso ou alegria. Mas além disso, se fizer esse exercício, poderá enxergar padrões que repete e aí avaliar uma mudança na sua forma de escolher.

O problema é que temos dificuldade em fazer essas análises e nos enxergar. Por isso eu sempre menciono a importância de um Planejamento, e de preferência com alguém de fora te mentorando. Se fizer um vai ter dados para avaliar e projetar mudanças necessárias que vão virar escolhas mais certeiras. Quem já passou por isso, ou trabalha com isso como eu, geralmente se depara com a frase: “Eu desejava ter começado isso antes”. Quer dizer, em algum momento ou crise precisou entender tudo isso e não começou ou até desistiu.

Fique Bem de Vida !!!

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